quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Fracasso bate à porta

"Batalha Sangrenta"
Carolina da Penha
Monotipia em Tinta Acrílica sobre Canson A4

Sei que sou um fracasso total. É impossível haver alguma felicidade enquanto exigem demais de mim...

Talvez por que tenho algumas habilidades, pensam que deveria ser perfeita, dar exemplo. Não, passo longe da santidade...

Não sou boa profissional, nem artista, nem fotógrafa, nem nada. Cada dia tenho mais certeza disso: não sou boa em nada.

Minha inutilidade fica cada vez mais em evidência nessa porcaria de faculdade. Cansei, não quero mais. Quero férias, quero paz, quero um amor maior que eu...

[Solidão também machuca.]

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Trajetória do curso de Artes Visuais (Narrativa - tarefa avaliativa)

Para começar esta narrativa, considero de suma importância dizer de onde vim, ou melhor, explicar que sou uma fruta que caiu muito perto do pé. Fui, sou e sempre serei o que muitos chamam de “filha da Carminha”. Não apenas fisicamente, pareço muito, muito mesmo com minha mãe. Ela é meu espelho, meu exemplo, meu ídolo. No primeiro trabalho do curso escrevi isso e agora escrevo novamente.

Antes de iniciar o curso de graduação em Artes Visuais, trabalhei como professora de arte na rede privada e na rede municipal de ensino. Nessa época, não tinha muita noção de como ser efetivamente uma arte-educadora, mas seguindo a apostila conseguia inserir a história da arte no cotidiano dos meus alunos, trabalhando de acordo com o currículo. Já nesta época, percebia como eu tinha mais liberdade e criatividade para dar aulas “diferentes”. Gostava de misturar as disciplinas (pois também lecionava inglês nas mesmas séries), trabalhando vocabulários desenhados, cartazes para memorização, “pictionaries” (dicionário com figuras) nos cadernos dos alunos. Eles costumavam dizer que não sabiam direito se a aula era de inglês ou de artes, mas gostavam muito do que faziam. Assim como as artes plásticas, também gostava de trabalhar com músicas em inglês, dramatizações e muitas e intermináveis conversas sobre os mais variados assuntos. Na época em que eu trabalhava na escola particular, também comecei a me interessar por fotografia. Descobri um prazer imenso em registrar as coisas que via, mas nunca da maneira óbvia que todos viam, sempre com um ponto de vista um pouco diferente do dos outros. Com isso, decidi que um dia, sairei da educação para me dedicar à alguma arte. Se fotografia, ainda não sei. Só sei que é meu objetivo. E foi o que me fez ingressar neste curso.

Apesar de ser uma licenciatura, resolvi que seria bom não parar de estudar. Estava finalizando o trabalho de graduação do curso de Letras quando fiz o vestibular. Minha vida profissional encaminhada não me impediria de estudar por prazer – e desta vez para fazer um curso que me abriria os caminhos para várias outras possibilidades.

Dentre todas as disciplinas, posso considerar que amei as práticas e odiei as teóricas, salvo uma que foi a minha grande decepção: fotografia. As disciplinas pedagógicas também não ficaram muito retidas na minha mente, mas como elas se fazem essenciais para este curso, estudei-as sem muita vontade, mas com o pensamento na importância delas. Entre as práticas a minha favorita até o momento é Vídeo. É uma disciplina dinâmica, objetiva. Faz-me pensar sobre o que eu gostaria de fazer no meu trabalho final. Será que eu gostaria mesmo de trabalhar com fotografia? Ou vídeo não tornaria a minha prática muito mais interessante? Depois que a disciplina de vídeo começou, fiquei muito na dúvida. Também tenho que considerar que Modelagem foi muito produtiva, Cerâmica também me surpreendeu. Mas História da Arte não foi o meu forte, nem Prática de Ensino, nem Estágio... Enfim, Fotografia foi a disciplina que mais esperei neste curso, e não me rendeu como esperava. Em compensação, todo o ânimo que tinha nesta matéria foi “passado” para Vídeo.

Tenho plena consciência que minha capacidade plástica não é muito grande. Desta forma, procurei caprichar nos meus desenhos e pinturas, mas a meu ver, sem atingir grande êxito nisto. Acredito que dentre as minhas produções nas quais mais vejo a melhora, esta aparece nas minhas produções textuais. Mesmo que eu seja atualmente uma professora de língua portuguesa e tenha feito uma graduação nesta área, sem dúvida, o curso me proporcionou um enorme e significativo desenvolvimento na minha escrita. É fato que nos meus desenhos e modelagens não fiz nada muito “feio”, mas vejo que não é ali que me encontro para trabalhar a vida toda. Gosto mesmo é de fotografar. De criar esboços. De combinar e descombinar cores. De cortar papel. De dobrar. Acredito que é nisso que vou me aprofundar para seguir outros caminhos dentro das artes.

Depois de iniciado o curso, minha prática em sala de aula vive atrelada à disciplina de artes. Estou sempre fazendo leitura de imagens com meus alunos, como uma prática de interpretação textual. Muitos alunos ainda não percebem que há esse paralelo entre a língua portuguesa e a arte, mas eu e Rebeka (minha tutora presencial é minha colega de trabalho) sempre nos unimos em nome do aprimoramento de nossos alunos. Com isso, vejo que os alunos se divertem mais aprendendo sem perceber.

Mesmo decepcionada com a disciplina de Fotografia, desde o início do curso já tinha em mente que minha pesquisa final seria com base nesta disciplina. As leituras que foram propostas pelos professores serão muito proveitosas nesta parte. E vou aproveitar que a prática foi pouco explorada para desenvolver algo que estimule e sensibilize o aluno em sua produção fotográfica. Como também já foi escrito acima, a disciplina de Vídeo também não acabará para mim: pretendo continuar estudando para utilizar também em meu projeto final. Espero desenvolver no meu aluno a criatividade e a capacidade de utilizar das mídias de divulgação para mudar/melhorar o seu cotidiano. É com base nisto que pretendo desenvolver o projeto final.

sábado, 24 de setembro de 2011

Meu vídeo - Sophia


Clipe feito para a disciplina de Video, da professora Rosana Paste.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

E agora, José?


Como entender esse comportamento? Acho que temos que voltar um pouquinho na infância...

Sempre uma criança gordinha, era desprezada por meninos (o que era muito óbvio) também houve o desprezo por parte das meninas. Nunca gostei de jogar bola, nunca fui boa nisso... Sofri muito com isso, aconteceram várias e várias ocasiões em que me tornava apenas a "gordinha cdf" que servia apenas para passar cola. Na verdade, hoje eu vejo que naquela época, ninguém gostava realmente de mim, certas pessoas apenas apareciam comigo por conveniência. Lembrar isso é muito doloroso. Na época, não havia bullying, né? Mas, então, voltando ao assunto, minha adolescência não foi muito diferente da infância. Ainda não gostava de frequentar a quadra de esportes para jogar, apenas como espectadora. Ainda assim, era uma menina que não recebia cartinhas, que os meninos não aceitavam dançar quadrilha, nem fazer dupla na escola, muito menos pra gostar. O tempo foi passando, devagar apareceram interessados, mas ainda assim, alguma coisa faltava...

Depois que me tornei professora, não sei por qual motivo, passei também a chamar atenção. Talvez pela proximidade que mantenho com eles, por ter aparência mais jovem do que sou, por que, de alguma forma, deixei de ser a gordinha cdf para ser alguém admirável...

Como lidar com isso? Não sei. Só sei que NÃO QUERO voltar a ser a desprezada. Não quero ir mal arrumada para o meu trabalho (que amo), não quero que eles não gostem de mim, não quero ser grosseira e brigar com eles a todo o tempo, não quero ser a pessoa amarga que estou me tornando...quero ser apenas eu...não estou sendo.

sábado, 20 de agosto de 2011

Me sentindo mal...

Me perdi nos meus próprios obstáculos. Construí um ser humano que não sou eu, e desta forma me afasto mais ainda de quem quero ser. Sei que todo mundo erra, todos somos humanamente errantes. Mas... eu não sei como as coisas acontecem, tenho a sensação de que eu era expectadora e não participante das minhas próprias memórias. Não quero mais ser assim. Quero correr atrás da construção da minha família: apesar de ser um sonho cada dia mais distante, enquanto eu viver, ele vive comigo. É difícil demais viver sem amor, sem sonhos, sem planos, sem esperanças... estou cansada disso tudo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A Mesma História

Todo dia a mesma história,
você diz que o mundo quis
seu destino sem vitória,
sua vida por um triz.
Todo dia o mesmo engano,
sempre vai na contra-mão.
Diz que é parte de um plano
de um Deus sem coração.
Meu amigo,
o mundo gira e ninguém vai te esperar.
Sentir pena de si mesmo
só vai te levar a solidão.
Sempre de cabeça baixa
sem saber pra onde ir.
Não consegue achar graça,
não consegue mais sorrir.
Tanta pequenez te faz um homem sem nenhum valor.
O sol nasce para todos, mas você só vê ele se pôr.
E você vive por aí a invejar o que não tem.
E você vive por aí a odiar quem te quer bem.

(Thiago Pedalino e Pedro Curvello)

Musiquinha da banda Ramirez pra completar o assunto da postagem anterior. Adoro a banda, e essa tem tudo a ver...;)

Sobre mudar


Dizia a canção da novela das seis "Araguaia":

"Vai, amigo, não há perigo que possa assustar
Não se iluda, que nada muda se você não mudar..."

Então, como já li uma frase num desses orkuts por aí "Para mudar o mundo, é preciso primeiramente mudar a si mesmo". Acho que é isso: por mais que consideremos que coisas erradas aconteçam conosco, lamentar não é a melhor opção. Tudo pode até dar errado, mas temos que arregaçar as mangas e correr atrás do prejuízo. A mudança é o princípio do sucesso, não nos acomodemos. Infelizmente, nem sempre sabemos a hora em que temos que iniciar uma certa mudança em nossas vidas. Até quando é possível engolir sapos e enfrentar o que não vale a pena? Sabemos que a vida se faz no hoje, no que se planta hoje para que tenhamos um futuro confortável, proveitoso, tranquilo... Até onde vale a pena sacrificar o presente pensando no dia de amanhã? E se semana que vem nem chegar? "Não temos tempo a perder..."

O que fica é o equilíbrio. Viver o hoje, aproveitando-o, mas sem deixar de pensar no amanhã. Um dia podemos dormir de um jeito e acordar de outro, hoje sou professora e amanhã... rsrsrsrsrs...o amanhã a Deus pertence! =P

[Pensando em pintar o cabelo de vermelho. Será?]